PAULO AFONSO – Quando os trabalhos eleitorais foram oficialmente abertos, no prédio da antiga Maracá, num evento caprichado pela equipe de campanha, eu fiquei encandeada, talvez encantada?, com a cabeleira embranquecida, mas sobretudo brilhosa, de Jânio Soares, secretário de Cultura e Esportes.
Ele, no entanto, esquivou-se, não queria ser fotografado ali, sei lá, quantos meses ausente de Paulo Afonso, em razão da pandemia.
Favas contadas. Janinho ainda teve o desconforto de ouvir o prefeito rebater acusações do então vice-prefeito Flávio Henrique (Podemos), de que na prefeitura “não havia funcionários fantasmas”, isto é: aquele que supostamente trabalha e recebe, mas por lá não aparece.
Era uma situação extremamente contraditória, e, ao mesmo tempo, constrangedora. Mas passou. Luiz caminhou aos trancos e barrancos, e venceu.
Agora, quando todos, inclusive o pessoal que se arriscou a pegar Covid-19, enfrentando as ruas, esperavam por um início de ano diferente, como os nomes novos do secretariado etc e tal, eis que continua tudo como sempre foi. Digo, como é há trinta anos.
Na verdade, Janinho é quem tem razão, dou o braço a torcer.
Para que tanto esforço, tanta dedicação, tanta condição. Um sorriso vale tudo. Com o sorriso e a simpatia que Deus lhe deu, tudo se resolve.