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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Ghiarone admite que não tinha palavra final sobre contratação de empresas e que é “preciso investigar mesmo”

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PAULO AFONSO – O ex-secretário de Saúde, Ghiarone Garibaldi, concedeu entrevista agora à Angiquinho FM, e deixou claro que sem que haja uma CPI na Câmara Municipal, a população ficará à mercê do andamento das investigações do Ministério Público Federal acerca de compras de respiradores usados, de acordo com as denúncias.

“Eu fui exonerado por motivos políticos”, disse Ghiarone sobre sua demissão.

Ghiarone revelou que no primeiro momento das compras de respiradores, a prefeitura gastou cerca de 500 mil reais, e que ele não tinha conhecimento de que havia uma empresa comprovadamente fantasma, junto àquelas que apresentaram as cotações de preço.

Fato que facilita trambiques, como se sabe:

“Veja bem, eu já disse e repito que tudo que sugere alguma coisa irregular ou ilegal tem que ser investigado, eu não tenho receio nenhum; essa empresa [a fantasma] não forneceu o produto, foi outra empresa, eu não sei porque a tomada de decisão não foi minha” disse.

Contudo, o secretário admitiu que quando se tratou da contratação de empresas para a dedetização de lojas e ruas de Paulo Afonso, tomou uma postura contrária à orientação de outros secretários – nomes não revelados.

“Nós mesmos fazíamos a dedetização e eu não concordei; em março, abril e maio eu estava numa correria danada, mas a partir do momento que eu descansei a minha cabeça comecei a ver coisas que então não via, certo?, e veja que em relação a essa empresa eu não concordei desde o início.”

Eis que aí Ghiarone revela o que todos sabem, mesmo sendo ele o secretário, conhecedor das necessidades que a pasta tinha à época, foi voz vencida, gente mais graúda que ele na prefeitura fazia o que queria e pronto. A empresa foi contratada.

Ghiarone também insistiu que a funcionária é ilibada, que trabalhava muito e que todas as decisões na prefeitura eram colegiadas, ou seja, entre vários secretários.

As revelações de Ghiarone, que vamos detalhar em outras reportagens, deixa cristalino a urgência de uma CPI na Câmara Municipal a fim de que a verdade ganhe relevo e a população tenha possíveis danos reparados.

 

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