PAULO AFONSO – Desde que o governo escuta sem reservas, por ora, apenas o nome “funcionária” e as palavras “respiradores velhos” a instabilidade adentra com força aqueles que sabem exatamente como funciona um processo de compra na prefeitura.
Além disso, cumpre dizer, não teria momento pior para a gestão do que ser abordada com uma investigação do Ministério Público Federal do que este.
O governo vive uma fase tenebrosa, enxovalhado de críticas por todos os lados e com a pandemia de Covid-19 fora de controle.
Outro problema
Ainda que, para se livrar de querelas legislativas que podem resultar em complicações ainda maiores do que já colhe na Justiça, o prefeito Luiz de Deus (PSD) quisesse abrigar as demandas dos demais vereadores – além, evidentemente, daqueles a quem já ampara bem, seja com empregos e/ou contratos de empresas de familaires, não teria como fazê-lo sem mexer no secretariado.
Mais: como contratar mais alguém com cerca de 700 cargos de confiança nas costas o que fez ultrapassar e muito o limite prudencial de gastos com a folha salarial que é de 51% e hoje está em 56%?
“Na hora do aperto vão dar um jeito”, observou um político sob a condição de sigilo e acrescentou: “Você vai ver o tanto de gente que ainda será abrigada, conforme avance as chances reais de haver uma CPI na Câmara.”