PAULO AFONSO – Por trás do almoço comemorativo deste sábado 04, no Santuário, envolvendo os políticos mais importantes da região, o prefeito Luiz de Deus (PSD) e o deputado federal Mário Júnior (Progressistas), há uma árdua costura iniciada há mais de um ano, bombardeada pelos adversários, que sofreu descrédito ao longo do tempo, que resiste às evidências, mas que, sem a qual, Luiz não seria reeleito.

Nenhuma pessoa com juízo em Paulo Afonso, ao analisar friamente o resultado das urnas no ano passado, duvida disso. A ponte que ligou as lideranças políticas então, antagônicas, foi erguida pelo marqueteiro Clecinho Inovare, com apoio incondicional de Luiz Humberto e do presidente do Diretório Municipal do Progressistas, Diego Odiceia.
O risco de não haver, posteriormente, correspondência do prefeito Luiz de Deus no que diz respeito à inclusão do PP na gestão era alto e foi até aqui, o saldo negativo.
Me permita leitor (a), esticar um pouquinho esse texto, porque é necessário incluir uma fala de Luizinho, reservada:
“Até agora o governo não teve como acolher os novos vereadores, porque a nossa situação é delicada, mas estamos atravessando; então quem é vereador reeleito, conseguiu de certa maneira, manter parte do que tinha, é questão de tempo.”

O PP entendeu isso, não significa dizer que goste da situação, bem como os demais vereadores, Jailson Oliveira (DEM), Keko do Benone (Avante) e Valmir Rocha (PCdoB), sentem na pele.
Isto é, não foi exclusão do PP por gosto pessoal do prefeito, mas consequência de uma gestão que passa percalços, e, empregou absurdamente no ano eleitoral.
Eis que agora, com o sinal dado por Luiz de Deus, o vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD) que visivelmente declinou do apoio que aparentemente mantinha a Otto Filho (PSD), está à vontade para fechar em definitivo com Mário Júnior, bem como os demais vereadores governistas já declaradamente com ele: Jailson Oliveira, Keko e Pedro Macário (DEM), presidente da Câmara Municipal.

Falta apenas ao governo, anunciar a campanha a deputado estadual de Luiz Humberto para medir a fidelidade dos vereadores quanto à casadinha. Em outras palavras: os marqueteiros precisam de muito concreto para mais pontes até as convenções no próximo ano.