PAULO AFONSO- O governo do prefeito Luiz de Deus (PSD), serrou o punho de forma discreta, na manhã desta segunda-feira 13, quando o procurador do município, Igor Montalvão, apareceu na Câmara Municipal, com a decisão da magistrada Marta Moreira Santana – substituta do desembargador Augusto de Lima Bispo, do Tribunal de Justiça da Bahia, trazendo a seguinte mensagem:
“… restou demonstrada a ilegalidade e abusividade do ato da Autoridade Impetrada, haja vista que sua decisão esteve pautada em interpretação não amparada pelo sistema jurídico brasileiro e amplamente rechaçada pela doutrina e jurisprudência.”
Em outras palavras: estava decretado o segundo velório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), dessa vez, determinada pelo juiz Paulo Ramalho, há cerca de 10 dias.
O tempo corrido em que a Comissão sequer foi apresentada na Câmara – apenas se conhecia os nomes dos dois vereadores de oposição Jean (PSB) e Gilmário (Podemos) que comporiam a CPI- foi o suficiente para o TJ decidir pela suspensão.
Após a mensagem fúnebre, por assim dizer, a Câmara se transformou numa batalha de acusações e pressão sobre o presidente da Casa, Pedro Macário Neto (União Brasil).
Contudo, no governo, toda discussão soou como música de amor: “Eu te proponho/Não dizer nada/seguirmos juntos/ a mesma estrada…”