PAULO AFONSO – Ninguém sabe dizer como anda a campanha do candidato a deputado estadual Macinho Oliveira (União), cuja coordenação tem na ponta o vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD).
As razões saltam aos olhos. Em primeiro lugar, convém ao pessoal de Macinho não dá muitas pistas dos apoios que conseguiu, especialmente com o alto nível de concorrência que tem o pleito para estadual nesta eleição; em segundo, porque fazer uma campanha estridente elevaria a tensão na prefeitura.
Os vereadores que apoiam Macinho não dizem publicamente, mas estão queixosos do tratamento diferenciado que recebem do prefeito. Por exemplo: Zezinho (Progressistas), igualmente da base, apoia Paulo Rangel (PT), em vez de Luiza de Deus (Progressistas) e não sofreu qualquer abalo na prefeitura.
“Tem o Paulo Tatu (Progressistas) que não apoia Luiza também, e com ele está tudo bem; mas o pessoal de Macinho sofre com fofocas e perseguição”, disse um interlocutor do grupo ao Painel na condição de sigilo.
Não é por questão de privilégio, diz a fonte, acrescentando que tem vereador que apoia Macinho que, até hoje, não melou o bico na prefeitura. “Isso aí não é justificativa não, tem gente lá que tá de bico seco e é perseguido.”
Por essas e outras, a estratégia do grupo de apoio ao candidato Macinho é o silêncio. “Na hora certa nós vamos falar, dia 02.”