PAULO AFONSO – No peito de Luiz de Deus (PSD) bate um coração machucado. O prefeito não engole o fato de três vereadores da sua base, Zé de Abel (PSC), Jailson Oliveira (União), o ex-líder Leco (PSD) e, principalmente o vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD), terem rejeitado a candidata oficial do governo ao cargo de deputada estadual, Luiza de Deus (Progressistas).
Perceba que, mesmo Luiz Humberto, pai de Luiza, conversa com o quarteto sem maiores problemas, mas Luiz de Deus tem outra natureza.
Na reunião havida mais cedo, no gabinete, para comunicar oficialmente a mudança de sua liderança na Câmara, cargo que passou a ser do vereador Gilmário Marinho (Podemos), recém-chegado à base, parte do desabafo de Luiz foi sobre as eleições.
Luiz de Deus disse, olho no olho, “vocês prometeram o que não tinham”, referindo-se à votação modéstia que o quarteto deu a Marcinho Oliveira (União), cerca de 2 mil votos. Mais, o prefeito classificou de “desonesto” o comportamento dos políticos.
“Uma reunião tensa, muito difícil”, resumiu um vereador presente à reunião, ao Painel, em caráter reservado.
Luiz também ouviu, lhe foi jogado na cara que o vereador Gilmário assinou um pedido de abertura para instauração de uma CPI, mesmo assim, fora agraciado com a liderança. Farpas de lado a lado, vamos ao que interessa: Luiz de Deus deixou aberta a campanha para substituir Pedro Macário (União) como presidente do Poder Legislativo.
A campanha está aberta com pelo menos sete vereadores na briga, do lado governista. Nos bastidores, a treta é para tentar cacifar um nome ligado ao deputado federal Mário Júnior (Progressistas), candidato a prefeito em 2024, nesse caso, Paulo Tatu (Progressistas).
Na outra ponta, nomes como Bero do Jardim Bahia (PSB), Valmir Rocha (PCdB), Zé de Abel e Irmã Leda (PDT) correm por fora.
Como todos têm ciência, treino é treino, na hora do jogo Luiz de Deus escala o time.