PAULO AFONSO – O ex-prefeito Anilton Bastos (PV) concedeu entrevista ao PA Alerta na noite de ontem, e repassou a campanha de 2020, sobre a qual diz ter tomado a atitude correta, quando apontou as fragilidades do prefeito Luiz de Deus (PSD), “comprovadas com o tempo”; afirmou guardar mágoas quando lembrou da rejeição das suas contas: “aquilo foi um golpe arquitetado pela Câmara, pela assessoria jurídica, pela família do prefeito [Luiz de Deus] e teve a sua conivência.”
Ainda nesse trecho da entrevista, Anilton classificou de “golpe rasteiro” para impedi-lo de ser candidato a deputado estadual. O ex-prefeito, no entanto, mostrou que o tempo o ajudou a superar o episódio: “O tempo passou, e hoje a população sabe que eu não fui responsável por nada disso. Não tenho ódio, nem inimigo político, não olho no retrovisor, olho para a frente.”
“A composição com todos juntos”

Sobre conversar com Luiz de Deus, Anilton lembrou que já conversou com adversários tidos como inconciliáveis como o deputado federal Mário Jr (Progressistas) e o ex-prefeito Raimundo Caires.
Outro ponto interessante da entrevista foi a lembrança do seu deslocamento político em direção à esquerda. “Todos sabem a minha origem, mas agora acredito num alinhamento entre governo federal, estadual e o município.”
“É um triunvirato”, disse ele sobre a atual gestão, que teria como comandantes, Luiz, a nora Cíntia e o genro, Luiz Humberto. Cumpre dizer que, Anilton não fez referência ao prefeito interino, Marcondes Francisco (PSD), talvez porque saiba mais da natureza de Luiz de Deus do que se imagina. Em outras palavras: enquanto todos acham que Luiz é página virada, Anilton sabe que não é.
2024
Sobre a gestão, o ex-prefeito disse que o tempo obriga os novos gestores a mudarem. “Agora precisamos voltar exclusivamente sobre empreendedorismo, tem que mudar a forma de gerir totalmente, modernizar.”
Anilton aplainou o terreno para futura alianças com Mário Galinho (PSDB) e/ ou Evinha (Solidariedade) e outros, lembrando que “fui o prefeito com a maior votação da história, no meu segundo mandato”; “somos oposição séria e responsável.”
“O segredo é a renovação”
O ex-prefeito tem um mantra que será o fio condutor da sua nova inserção na campanha: o alinhamento político com os governos de Jerônimo e Lula, por meio do deputado Bacelar (PV) e Rui Costa, ministro da Casa Civil.