PAULO AFONSO- O prefeito interino Marcondes Francisco (PSD) é, desde sempre, uma figura vulnerável. Cercado por gente a quem Luiz de Deus (PSD) nunca deu brecha, deixou-se embalar por uma pré-candidatura a prefeito, ignorando o essencial de quem almeja tal empreitada: a política.
A primeiríssima e inconsequente providência de Marcondes, quando passou a segurar uma caneta esvaziada, foi ignorar os acordos feitos entre Luiz de Deus e seus vereadores, à época da campanha de Luiza de Deus (Progressistas), como, se, na condição de vice-prefeito, ele pudesse apitar em nada. Deveria, se agisse com tino, seguido o fluxo.
Tanto não pode como só conseguiu desgastes, além do que, em vez de se cacifar unindo a base, fragmentou-a, e assim, favoreceu um retorno tido como improvável, do ex-prefeito Anilton Bastos (MDB).
Para os vereadores, Anilton é o único remédio capaz de solucionar o bloqueio imposto. Ao lado de Luiz Humberto – que saiu da prefeitura, logo que se estendeu o período de afastamento de Luiz de Deus-, eles costuraram as pazes entre os políticos que, agora, trocam amabilidades. É preciso levar em consideração também que, Luiz e Anilton são, naturalmente, cria um do outro.
E, diga-se de passagem, o sentimento de que Anilton pode salvar o barco é unânime. Desde junho Luiz e Anilton se alinham para voltarem com o apoio do governo do estado, como se Marcondes nem existisse.
Quando o Progressistas se deu conta do enredo, tratou de recuar estrategicamente, em relação ao embalo de levar Marcondes como o candidato natural à prefeitura, deixando que se falem em outras possibilidades como o vereador Pedro Macário (União).
“Até o pessoal que está sem receber já se animou com a volta de Anilton, é a única chance, dizem”, comentou uma fonte sob sigilo a mim.
Com Luiz de Deus, Marcondes já sabe que não tem jogo. A candidatura do ‘prefeito do Instagram’ virou letra morta, como, aliás, por cruel coincidência costuma ser o destino de quem vive das redes sociais: eterna enquanto dura uma onda.
Fotos: prints das redes sociais.