PAULO AFONSO- Desde as primeiras horas desta terça-feira (28/nov), após a reportagem do podcast Ilha News, revelar que, um paciente da área rural do município, em Salvador para consultas, dormiiu na calçada, por falta de vaga na pousada, que a prefeitura e, infelizmente, a imprensa doméstica, tenta desacreditar a reportagem.
Em vez de vir a público e reconhecer que não conseguem mais gerir o município, que enfrentam dificuldades enormes – especialmente na área de saúde- o time governista entrou em campo para desqualificar a imprensa.
Ocorre que, Moisés Faraj, repórter responsável pelo Ilha News, tinha gravações que atestam com riquezas de detalhes as afirmações. Os áudios – acompanhados por vídeos – relevam uma desorganização jamais imaginada: “Eu deitei aqui porque não tinha canto mais, aí eu achei bom, fresquinho”, diz seu José; perguntado se não arrumaram outro local para ele passar a noite, veio outra confirmação da reportagem, desmentida pela prefeitura: “Mas não tinha não, aí a mulher pediu pra ficar aqui.”
Em nota, a prefeitura diz que o senhor decidiu pela calçada. Em imagens cruas, o podcast comprova a denúncia da falta de organização e planejamento no envio dos pacientes por parte da pasta. São pessoas dormindo no corredor; uma senhora alocada no quarto dos homens, visivelmente constrangida. Segundo a equipe do Ilha News, as imagens sofreram censura porque são extremamente constrangedoras.
Durante todo o dia, a equipe de jornalismo do Ilha News sofreu ataques, dos puxa-sacos. Normal, quem toma as dores da população passa por toda sorte de perseguição. Porém, agora há pouco, Moisés lavou o peito:
“Você são mentirosos! Eu tenho vídeos! Uma idosa teve que dormir entre os homens porque não tinha vaga! Agora venha dizer que é mentira senhor prefeito, venha! Não mande os seus capachos na rádio me desmentir não eu tenho imagens!”, desabafou.
“Sendo mentira ou não está errado. Senhor Adonel tome uma posição. Eu tenho informações que até roubo tem lá. Some celular, some carteira, as mulheres reclamam de mau atendimento. Isso está errado! Adonel se posicione, essa mulher não pode dormir no quarto com 16 homens não, rapaz!”, reforçou Gil Leal.
“Como não tinha vaga eu dormir no corredor. Eles [a prefeitura] não avisou que viria outro ônibus”, diz a mulher, explicando o porquê da superlotação.
“O depoimento dos pacientes desmente mais uma vez a nota da prefeitura, não arrumaram outro local para acolher essas pessoas”, enfatiza Moisés.
Vejam a nota da prefeitura:
A Secretaria de Saúde vem a público esclarecer o fato ocorrido na pousada que acolhe pacientes de TFD durante tratamento e/ou consultas na capital.
A equipe reforça que o paciente não foi colocado para dormir do lado de fora, mas foi por vontade própria, como foi reforçado em um áudio que o mesmo explica o porquê de ter levado seu colchão para fora do quarto.
Mesmo com a lotação da pousada completa, foi ofertado um outro local para o mesmo se hospedar, dentro da rede de acolhimento da Secretaria de Saúde , sem nenhum custo para o mesmo, inclusive com transporte para levá-lo e retornar para a pousada.
No áudio o paciente relata o que ocorreu. Em um trecho da sua fala diz: “as meninas não têm culpa e nem foi a Secretaria que mandou, eu que coloquei meu colchão do lado de fora”, frisa seu Caboclo no áudio abaixo a seguir.
Dessa forma, não houve superlotação e nenhum descaso com o paciente, que optou por ficar na pousada e colocar o seu colchão do lado de fora das dependências.
A Prefeitura de Paulo Afonso reforça o seu compromisso no Tratamento Fora do Domicílio (TFD), com o transporte de pacientes diariamente, contabilizando somente de janeiro a outubro 13.529 pessoas, garantido o transporte e todo o aparato para a realização de exames e consultas em Salvador, com hospedagem e o acolhimento necessário.