PAULO AFONSO– Ainda não era meio-dia, nesta segunda (15/jan), quando o vereador Keko do Benone (Avante), irrompeu o gabinete do presidente da Casa, Zé de Abel (Podemos), soltando fogo pelas narinas. O motivo: na reunião com a oposição [Jean (PSD), Evinha (Solidariedade) e Marconi Daniel (PV)], da qual, agora faz parte, ao menos era essa a intenção, Keko havia dispensando o rateio destinado a ele, no valor de 2,500 reais.
O rateio da oposição, ficou nos moldes do clássico de Luiz Gonzaga, uma pra mim, uma pra mim, uma pra tu, uma pra mim e por aí vai. Do total de 29 mil reais de que tem direito o líder da bancada, keko ficou com esse brinde, por assim dizer.
Vale explicar que, se o líder da oposição, no caso, Marconi, não quisesse fazer rateio nenhum, não teria problema. Ocorre que, os colegas só votam com a previsão da partilha. E, há uma curiosidade a respeito. Quando Evinha foi escolhida líder, ela fez a partilha da verba em condições iguais. Gilmário Marinho (Podemos)idem, mas, até então, foram as exceções que confirmavam a regra.
Voltando a Keko, o leitor deve lembrar que ele já havia tido uma reação parecida quando o prefeito em exercício Marcondes Francisco (PSD), trocou a liderança de bancada e recolou Leco (PSD), e, nesse episódio o rateio não chegava a 500 contos. Foi um quiproquó.
Ainda de acordo com o desabafo de Keko, foi alegado na reunião que ele teria cargos no governo- mesmo após o rompimento-, e os demais não têm. E mais: “disseram lá que eu tinha candidato”, revelou o vereador, referindo-se ao pré-candidato a prefeito Mário Galinho (PSDB).
Vamos ao ponto: essa fala sobre Keko apoiar Galinho é fora de propósito, afinal, o vereador Jean não só apoia o pré-candidato, como, resta já explicado, vai abrigá-lo no seu partido. Daí por que é uma colocação idiota. Porém, serve ao ensejo de colocar os pingos nos is.
O blocão com seis vereadores, incluindo aí Macário (União), vai reajustar a bancada. “Vai ser apresentado os vereadores de oposição, quem não se identificar com esse grupo, pode se declarar neutro, ou ir para a outra bancada [de governo], é muito simples, a partir de formada a maioria, escolhe-se o líder”, explicou ao Painel, um advogado presente à discussão na Câmara.
Quem pode ser o novo líder?
Os vereadores presentes não descartaram que a liderança atual, Marconi, se mantenha à frente do blocão, mas surgiram outras opções, as mais ressonantes foram: Jean, Evinha ou Macário.
Ainda de acordo com Macário, a questão será iluminada assim que o presidente Lula levantar voo.