PAULO AFONSO– O Progressistas vive uma espécie de déjà-vus ao se deparar, neste ano, com o insosso nome de Marcondes Francisco (PSD) como única opção para a eleição municipal.
Na outra margem do rio está o Galo (PSDB), dizem as más línguas que, com vereadores demais, até pré-candidato a vice, já teria o rapaz. Em Paulo Afonso não há no eleitor, subjetividade suficiente para compreensão de uma terceira via, por isso mesmo a eleição terá sua tradicional polarização, já abertamente em curso.
O PP viveu essa mesma sinuca de bico há quatro anos. E por priorizar a campanha para deputado federal, antes de Mário Negromonte, e depois, de Mário Jr, pode-se dizer que, eleição após eleição municipal, em relação a Paulo Afonso o partido conta com a sorte.
Não houve até aqui energia suficiente no grupo, para, findada uma campanha federal, reunir suas forças com foco no município.
Situação diferente foi construída em Glória, cujo predomínio do grupo é inquestionável após duas gestões de David Cavalcanti.
O capital político em cima do crescimento do município dá aos Negromonte muita vantagem, mas eleição só é ganha após a votação. Cabe ter pé no chão.
Dito isso, é preciso reconhecer que Marcondes é a única chance para os progressistas finalmente coabitarem a administração municipal, num primeiro momento, e depois, tomá-la para si. Por seu turno, Marcondes tem ciência de que Mário Jr é a única vantagem que ele tem na campanha. Sem ele, a tarefa é impossível.
Mário, com a importância que tem regionalmente, não vai ficar estacionando os carros da festa de Galinho. Ele quer, no mínimo, definir o vice. Está certo.
A preço de hoje, tanto Mário quando Marcondes já entenderam que o melhor para eles é terminarem juntos. Agora, se serão felizes, é outra história.
Foto: prints das redes sociais.