PAULO AFONSO – Pedir que a prefeitura tenha uma ação que não gere, imediatamente, dúvida e/ ou desconfiança, é exigir de mais. Por isso, artistas contemplados com recursos da Lei Paulo Gustavo, cujo projeto foi aprovado nesta segunda (05/fev), pela Câmara Municipal, pressionaram os políticos para entender por que algumas associações culturais haviam recebido e outras não.
Paulinho Santos, presidente do Conselho Municipal de Cultura, amanheceu o dia na prefeitura e pediu explicações. “Não temos mais o que esperar, todos os trâmites foram cumpridos”, disse.
E os artistas têm carradas de razão em fazer tal pressão. Em primeiro lugar, o governo municipal marginaliza a classe, não há uma única ação saída deste governo, e para não mentir, dos que ele antecede que tenham beneficiado um artista local. Nem por acidente.
São 90 contemplados com o recurso de mais de 1 milhão de reais do governo federal de onde se espera, possa brotar oportunidades para um número bem maior de artistas conforme o espetáculo ganhe luz.
A garantia do pagamento, foi dada há pouco, por Val, secretário de Cultura e Esportes, a Paulinho, ele usou o gerúndio: ‘Estamos pagando”, mas vale.
Paulinho, escreveu ao Painel sobre o memento:
“Trilhamos um verdadeiro calvário até aqui, o que não deveria ter sido, afinal, se a prefeitura tivesse seguido o rito normal que a LPG impôs para os gestores de todo o país, hoje já estaríamos vendo os frutos dos editais na prática, pois muitos fazedores de cultura tinham projetado seus planos de trabalho para iniciarem entre janeiro e fevereiro, principalmente no período de carnaval. Neste itinerário, reuni forças junto aos agentes de cultura para cobrar respostas concretas e o mais importante, o pagamento do recurso.
Não sei bem o porquê, mas na manhã do dia da votação do Projeto de Lei que autorizaria a Abertura de Crédito “suplementar”, em 05/02, alguns contemplados da LPG começaram a receber o pagamento, uma porção que representou um montante de 30% do total dos recurso, ou seja, pouco mas de 315 mil reais, o que não julguei correto, pois não primou pela isonomia, ficando a maioria sem receber. De qualquer forma, apesar dos atropelos ocorridos, desnecessariamente, o importante é que os contemplados pela LPG agora poderão por em prática seus respectivos projetos e movimentarem a economia local. Como Presidente do Conselho Municipal de Cultura e membro do Comitê Gestor da LPG, continuarei acompanhando e fiscalizando todo o processo. Já passou da hora de a Cultura de Paulo Afonso ser valorizada.”