PAULO AFONSO– Se quiser fumar eu fumo/, se quiser beber eu bebo/, não interessa a ninguém… Digamos que o prefeito licenciado curta uma seresta, certamente optaria pela linda interpretação de Núbia Lafayette e sua Lama.
Ao reunir nesta noite seus correligionários em sua casa, o ex-prefeito Anilton Bastos (MDB), confirmou notícia dada há um mês pelo Painel, de que será o pré-candidato a vice de Marcondes (sem partido) e, em outras palavras: que vai para o sacrifício a fim de eleger a esposa [Ana Clara], e ainda comunicou mais. Porque há coisas que os gestos dizem mais que palavras.
Em miúdos: quando Anilton disse que será o vice, disse também que terá uma espécie de 4º mandato tampão, por meio de seus braços nas pastas cruciais da gestão: Saúde, Infraestrutura e Administração. E, vá lá, pode ter no pacote o BTN.
Anilton mais que ninguém tem ciência que, para fazer – ao menos né- cócegas na crista do Galo (PSD), precisa assumir, como dizem os jovens, ‘a bagaça’ que está aí.
A desvantagem de Marcondes frente ao Galo é tamanha que, muitos vereadores sonhando com a aparelhagem municipal querem o guarda-chuva do governo, mas não encontram apoio na militância. Quem vai para o corpo a corpo pedir voto sabe exatamente o que dizem as vozes roucas das ruas. Nela o som é onipresente: có-có-ri-có!
É inescapável a afirmação: ao levar o governo para a casa de Anilton, e lá iniciar uma espécie de transição, Marcondes cede poder para que Luiz de Deus, com auxílio do 3º prefeito – no mesmo mandato- termine seu governo.
“Se meu passado foi lama/ hoje quem me difama/ viveu na lama também…”