PAULO AFONSO- Na próxima quarta (10/set), vários políticos, arrisco-me: todos eles, irão falar da festa Copa Vela. Será a sessão ordinária do Legislativo, palco de distrações diversas sobre um assunto adolescente, regado pelos milhões do contribuinte.
Há trinta anos, essa festa começou com um festival e continua. Este ano, no entanto, azucrina milhares de famílias do entorno dela. Produz besteirol e gasta toda a economia pública, enquanto as demais urgências administrativas esperam ser priorizadas.
Infelizmente, as urnas escolheram políticos de mentalidade juvenil- estou evitando ser grossa-, e, com esse caráter, seguem na tribuna como se o Parlamento fosse um encontro de garotos, após a festa da escola:
“Ah, que o prefeito está de parabéns pela Copa Vela 2025, foi maravilhosa!”, dirá uma. Outro virá urgentemente complementar: “Que estrutura espetacular!”; “Foi um acerto muito grande do secretário levar a festa para o Balneário…”; certamente, esta será a fala mais estridente entra as Polianas da tribuna.
São quase dois meses nos quais uma festa que tem um rombo astronômico vem, em maior ou em menor grau, sendo justificada por gente que ganha o melhor salário da cidade para defender os interesses da população.
A eleição acabou ontem, mas revela-se, no dia a dia, que foi o pior resultado possível para o Legislativo, povoado por intrigas e briguinhas infantojuvenis.
A pergunta é esta: além de Safadão e Simone Mendes e outros poucos artistas, quem se beneficiou da Copa Vela? Que classe econômica respirará aliviada após a gastança?
Não se preocupem, essas respostas não virão jamais.
Sigamos para a próxima festa.