PAULO AFONSO- Após arrotar impropérios numa entrevista, o prefeito Galinho (PSD), colhe infortúnios em seu segundo ano de gestão, tocando a máquina sem Orçamento aprovado e sem que a prefeitura possa – até ser votado novamente- poder comprar um pirulito.
Antes de seguir, deixe-me contar um bastidor: “Disseram a Zé de Abel (PSD) que não houve motivo para ser anulada a sessão”, diz-me a fonte do Legislativo, incrédulo, pois tal afirmativa saiu de um advogado que, no mínimo, deveria ter alguma intimidade com a Lei.
A sessão que aprovou a LOA -Lei de Diretrizes Orçamentarias- realizada em meados de dezembro, não somente foi anulada, como levou uma saraivada de ressalvas preocupantes do Poder Judiciário. Dito de outra forma, apanhou que saiu roxo, sendo neste século, a maior vergonha da história política da Casa. Ou como disse Jean (PSD), “sem precedente.”
Jean estava caladinho, mas cuidando dos contratos e das licitações da prefeitura, donde muitos entendem, em breve, ser possível apanhar o prefeito com calça curta. Jean se dedica aos contratos como um monge à Virgem Maria.
Jean apresentou o trecho da entrevista no qual o prefeito, como diz o ditado ‘cospe para cima’ e atesta: “É lamentável ver o nosso prefeito expressar e se autoincriminar em vários crimes, nós estamos num retrocesso moral e ético e não foi dito por mim, mas pelo Ministério Público.”
Jean falou como um profeta para quem tem bons ouvidos e quis ouvir. Não amedrontou, mas deixou um presságio no ar.
“Senhores aqui da Casa, isso terá desdobramentos claros porque ele (Galinho) autoincrimina de vários crimes porque não pode fazer nenhum ato doravante, e não adianta querer atropelar porque foi isso que fez atropelar o Legislativo e nos impedir de trabalhar. Eu quero deixar claro para vocês uma coisa: a minha atribuição é fiscalizar, meu trabalho específico e nos bastidores, esmiuçando aquilo que ninguém ver. Todo processo licitatório (Jean toma fôlego) porque todas as ações saem de Paulo Afonso e os procedimentos estão contaminados, porque se existe um setor contaminado na prefeitura, com atos de sérios indícios de crimes e ilegalidades, e dessa letargia que espalha por toda a prefeitura, chama-se o setor de licitação com algumas ressalvas. Tem uma mente pensante lá, que, salvo engano é de Cruz das Almas, que é o agente de contratação e o superintendente, veio com essa missão de fazer todo encaminhamento e deixar um rastro, porque no jargão do mundo jurídico não existe crime perfeito.”
Ainda de acordo com os bastidores, mal Jean calou a terminou, um vereador pois a mão na boca e abafou a expressão: “Miiiii-sericórdia!!”