PAULO AFONSO- Mário Galinho (PSD) só é prefeito porque, antes, Adolfo Viana (PSDB), acreditou que era possível. O que o deputado federal fez por um político no osso, como Galinho lembrou mais cedo, não se tem notícia de que outro tenha feito.
Sem margem para dúvidas, se pudesse escolher, a dupla de deputados do prefeito seria apenas e unicamente, os dois: Adolfo e Jordávio (PSDB). Durante a apresentação dos seus pré-candidatos, quando mencionou Adolfo, Galinho se entregou. Chorou copiosamente e chamou a mulher, Jéssica, para lembrar que foram do nada até a eleição triunfante de 24, com Adolfo segurando a onda. Jéssica também chorou.
Por seu turno, Adolfo foi humilde. Em primeiro lugar, reconheceu a importância das demais lideranças com quem vai rachar os votos, sobretudo, colocou como prioridade a gestão que não pode caminhar sem penetração e apoio do governo do estado. “Todos aqui são importantes”, frisou.
A complexidade do palanque de Galinho se deve justamente ao arranjo do pleito passado, tendo Otto e Adolfo Menezes (PSD) -ex-presidente da Alba-, como balizadores da empreitada junto ao governo do estado.
Entre todos, Bacelar é o elo mais frágil e dependerá muito do desempenho dos vereadores Bero (PSD), Evinha (Solidariedade) e Beto Doido (MDB). “Estou bem e muito confiante”, me disse o deputado, quando se preparava para deixar o CPA.

Bastidores
O evento foi bem-organizado contando com presença maciça dos funcionários da prefeitura e das lideranças trazidas pelos vereadores, como acontecia antes, nos demais governos. Muita mídia e oba-oba.
As pessoas mais próximas do prefeito, em conversa reservada comigo, admitiram que é preciso melhorar e muito a situação social do município. “Precisamos que a Sedes seja de novo protagonista porque isso faz toda diferença. Ainda temos tempo”, diz a fonte.
Resta saber se a população sente e enxerga com a mesma complacência os acontecimentos desse primeiro tempo de Galinho.