PAULO AFONSO– Na entrevista dada em casa, eu quis dizer, na cidade, o prefeito Galinho (PSD) citou coisas do mundo da imaginação do tipo: segunda ponte e até anel viário.
Essas obras dependem dos governos do estado e federal. Partamos da seguinte condição: digamos que se elejam ambos os governos do PT, Jerônimo poria as mãos no governo de Galinho para salvar a gestão, se o amor de um para o outro é o mesmo de Capitu para Bentinho? Ou por outra: O PT faria isso com os seus militantes?
O ponto para mim não é esse. Confesso que vi um prefeito nas cordas, muito diferente daquele Galo cheio de empáfia, que cuspia disparates contra adversários e desafiava a lógica mais elementar.
Das duas uma: ou está se ajustando para pedir votos (em breve) nas ruas que lhe são adversárias, ou se deu conta de que tem um trem desgovernado nas mãos, sem saber o que fazer com ele.
Procurei um interlocutor mais apurado do que eu em matéria de gestor, e pedi uma luz:
-Galinho está no limite da depressão, por quê?
-O fato é que ele (Galo) está desorientado. Não sabe para onde ir, sem norte e, de fato, fala hoje com menos ímpeto, diferente do começo do governo, mais isso porque ele não sabe mais o que fazer, a administração dele está um caos e ele se deu conta disso.
Do fundo do meu peito, espero que o prefeito recupere o ânimo porque a oposição está igualmente deprimida, também sem saber o que fazer, para além de vídeos à lá Mazarropi.